Um “Negócio da China” no México!…

Lá para trás, noutros “posts”, falei de imaginação, de tirar partido do pouco quando não se tem muito.

Uma das minhas primeiras impressões, ao começar a despertar e viver os dias por aqui, liga-se exactamente com isso.

Delas ficará sempre a ideia de um movimento constante, de um aproveitar a coisa mais simples, e às vezes menos óbvia para nós europeus, para fazer dinheiro. Da forma como publicitam tudo isso sem que a estética seja preocupação.

A mensagem a passar é a prioridade.

As letras pintadas à mão, por autênticos virtuosos, são ainda são o mais comum para executar um letreiro.

A invasão de “néons” nas frentes de loja vai demorar a encher o pais.

Os mexicanos vivem na obsessão desse dinheiro para o dia a dia, para o dia seguinte, para continuar a viver, a sobreviver.

E nisso, não têm “vergonhas” nem “falsos pudores”.

Como exemplo, aquilo sobre que agora escrevo e que me faz sempre rir, que já me custou muitos “pesos”, que existe por todo o México.

Tão sómente, o “negócio da china” dos WC’s.

Vou coleccionando fotos.

Imagino que no pais inteiro se geram milhares de pesos à conta disto.

Todos temos a necessidade básica de recorrer a um, a qualquer momento, por vezes de forma urgentíssima.

Lembramos buscas em desespero, sujeitas às situações mais caricatas, para resolver o problema. Ou mesmo, o passar por um sofrimento horrível até encontrar solução.

Pois é, no México, esse “problema” simplesmente não existe.

Se há coisa fácil é descobri-los. Muito mais do que, por exemplo, encontrar uma caixa multibanco.

Porque, publicidade a WC’s, bem visível e em múltiplos “designs”, encontra-se por todo o lado.

A pagar, está de ver!…

Talvez que, depois de ler isto, alguém se lembre de criar em Portugal um “franchising” e ganhe fortunas.

Mas não sendo tão ambicioso, e apenas lidando com a realidade de forma prática, seguir este exemplo em território Luso gerava mais uns trocos a quem dispõe dos locais e, facilitava a vida a terceiros.

Ninguém reclama 50 cts na hora do “aperto”… e “Grão a Grão…”

Imaginação apenas, o que em território mexicano não falta.

Esquecermos aquela nossa frase ou “sentir” do “parece mal”… e inventar.

Porque, o que “parece mal”, é não ter dinheiro para o dia seguinte, para dar de comer aos filhos, para continuar vivo de forma digna, e deixar a tristeza do “destino” entrar dentro de nós!…

Un Viva a México, Un Viva a los WC’s … mesmo pagos

Un Viva grande à IMAGINAÇÃO

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