Da “Gay Pride” para outras reflexões…

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Posso fotografar tudo, ou quase.

Quando me perguntam que tipo de fotografia faço não sei nunca o que responder. Qualquer tema pode ser um novo desafio. De qualquer coisa a possibilidade de realizar uma imagem pode surgir.

Começando, instala-se o “bichinho” do trabalhar para conseguir um resultado que valha.

Mesmo naqueles trabalhos que à partida podem parecer “chatos” e não apetecerem em particular, o desafio do “fazer bem” abre caminho e toma conta.

Esse é um dos gozos particulares deste ofício nunca aprendido por completo, em que fotografar novas coisas faz aprender coisas novas também.

Fotografar uma “Gay Pride” já estava em planos para Lisboa, para Madrid. Acabou por acontecer na Cidade do México.

Pela curiosidade do espectáculo, pelo vício de fazer novas imagens, por ser mais uma experiência a juntar ao arquivo “vida”.

Um trabalho difícil no meio de imensa multidão em movimento, a precisar de ser rápido, ver depressa onde pode estar a imagem interessante, reagir ao segundo, falhar muitas que poderiam ter sido boas.

Divertido ver como aquele “orgulho gay” se exibe, se assume, se impõe, e se faz aceitar hoje de forma totalmente pacífica.

Mais tarde, ao ver as imagens que fiz, ao lembrar-me também do único livro que comprei neste viajar, porque livros pesam na bagagem e a solução é ler, abandonar para outros, e não ter biblioteca, relembrei aquilo que já muitas vezes discuti entre amigos. Continue reading

Um “Negócio da China” no México!…

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Lá para trás, noutros “posts”, falei de imaginação, de tirar partido do pouco quando não se tem muito.

Uma das minhas primeiras impressões, ao começar a despertar e viver os dias por aqui, liga-se exactamente com isso.

Delas ficará sempre a ideia de um movimento constante, de um aproveitar a coisa mais simples, e às vezes menos óbvia para nós europeus, para fazer dinheiro. Da forma como publicitam tudo isso sem que a estética seja preocupação.

A mensagem a passar é a prioridade. Continue reading

To Be or Not!…

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Noite de 26/07/2014

Um tipo anda na rua, sózinho, caminha, vê e … pensa.

Hoje regressava a casa, depois de jantar, já com muitos quilómetros de caminhada em cima, o que nesta cidade é fácil sem nos darmos quase conta.

Tinha uma sessão de fotos de uma tarde inteira em cima para a série “As Fotógrafas”, daquelas de que toda a malta pensa que é a “santa vida do fotografo” e se fazem sem “suar”, e acumulara mais umas dezenas de imagens no percurso, porque os motivos para elas sobejam.

Na minha rua, já deserta, vem-me de repente à ideia esta fotografia de uma capa da SÁBADO, que tinha feito para os meus “diários”, não sei exactamente quando.

A frase do Miguel Sousa Tavares que servia de título “falou” comigo na altura e registei a imagem.

E hoje, com o dia a terminar, apeteceu-me escrever sobre ela. Continue reading

As “Contas Furadas” da “Pedra Furada”…

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Estou no México, mas Portugal continua a “rodar” por aqui, dentro de mim

Desde há muito que, nos regressos a Portugal, de uma qualquer viagem, em particular de avião, e que começava a aproximação para a aterragem, que me ocorria pensar vendo a extraordinária paisagem em dia limpo: – Isto é de facto um fabuloso sítio para “construir um pais” mas… é preciso fazê-lo!…  Mantenho a ideia quanto mais viagens se vão acumulando.

Mantenho-a pelo sentir pelo sentir do “desaproveitamento” dos muitos recursos que temos e em que apenas imaginação, vontade, e orgulho em preservar e tirar proveitos, fazendo pagar o que o vale, bastariam para mudar muita coisa, em concreto a nossa débil economia em carência urgente dessa tal “imaginação”.

Viajar é também isto, ver o que os outros fazem bem, comparar, aprender o bom, e adaptar o possível no que é nosso. Continue reading

Fotografar no México_Fotografar o México

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Uma espécie de introspecção de um fotógrafo.

Uma espécie de de conselhos ou sugestões aos viajantes com a “doença” da fotografia que vêm para este, ou outro canto do mundo, sempre com uma máquina fotográfica como companhia.

Cheguei ao México a 15/12/2013.

No último ano passado em Portugal, quase nada fotografara, ou muito pouco.

O que possuo de material desse ano são sobretudo imagens feitas com o telemóvel que vão contando o tempo e os lugares.
Imagens para o meu “diário fotográfico”. Notas.
Muitas sem preocupações estéticas. Apenas registos do que ia passando, acontecendo.

Tornei-me, e continuo, um apaixonado dessa ferramenta de notas, um “Moleskine” do fotógrafo.

Mas, pegar na “câmara pesada” tornara-se difícil. Faltavam estímulos. O velho “vício” hibernara.

De repente, um “de repente” longo como são alguns, estava no México. Continue reading