Da “Gay Pride” para outras reflexões…

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Posso fotografar tudo, ou quase.

Quando me perguntam que tipo de fotografia faço não sei nunca o que responder. Qualquer tema pode ser um novo desafio. De qualquer coisa a possibilidade de realizar uma imagem pode surgir.

Começando, instala-se o “bichinho” do trabalhar para conseguir um resultado que valha.

Mesmo naqueles trabalhos que à partida podem parecer “chatos” e não apetecerem em particular, o desafio do “fazer bem” abre caminho e toma conta.

Esse é um dos gozos particulares deste ofício nunca aprendido por completo, em que fotografar novas coisas faz aprender coisas novas também.

Fotografar uma “Gay Pride” já estava em planos para Lisboa, para Madrid. Acabou por acontecer na Cidade do México.

Pela curiosidade do espectáculo, pelo vício de fazer novas imagens, por ser mais uma experiência a juntar ao arquivo “vida”.

Um trabalho difícil no meio de imensa multidão em movimento, a precisar de ser rápido, ver depressa onde pode estar a imagem interessante, reagir ao segundo, falhar muitas que poderiam ter sido boas.

Divertido ver como aquele “orgulho gay” se exibe, se assume, se impõe, e se faz aceitar hoje de forma totalmente pacífica.

Mais tarde, ao ver as imagens que fiz, ao lembrar-me também do único livro que comprei neste viajar, porque livros pesam na bagagem e a solução é ler, abandonar para outros, e não ter biblioteca, relembrei aquilo que já muitas vezes discuti entre amigos. Continue reading